Artigos 100% compatíveis com os retro computadores TK 90X e TK 95 da Microdigital e com a linha ZX Spectrum da Sinclair.

www.retroprogramacao.blogspot.com

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30/10/2015

Imprimindo no TK 95...

Nestes dias fiz uma "personalização" da minha principal estação de trabalho, composta por um TK 95, uma Multiface 1, uma interface Beta-disk IDS-2001 Ne (que controla as unidades de disco e saída para impressora paralela), uma TV-Monitor com entrada de vídeo AV e uma antiga mini impressora bancária (com entrada serial e paralela). Tudo protegido e alimentado por um mini no-break.

Uma vez tudo instalado, organizei meus discos por categorias, etiquetando os mesmos.
Em seguida parti para os testes de impressão de algumas telas de programas do TK. As imagens foram capturadas pela Multiface 1 e gravadas em disco. Depois abri os arquivos no programa gráfico The Artist II e solicitei a impressão.

Este é o TK com diversas mod´s e com fonte de alimentação embutida.

Esta impressorinha foi desmontada, lubrificada, pintada de preto e personalizada com a logo "TK Printer".

A interface IDS também foi personalizada com o acoplamento dos drives de 3 1/2" (um branco e outro preto - unidade A e B respectivamente) e um revestimento de borracha de EVA. A Multiface 1 aparece logo na frente, conectada no TK e a IDS na expansão dela.

Utilizei um rabicho de porta paralela de PC que encaixou perfeitamente na interface IDS. Isto me permitiu conectar um cabo de impressora convencional, sem necessidade de modificações.

Nesta imagem mostro como organizei meus discos, personalizando também as etiquetas por conteúdo.

Imagem impressa do jogo "Renegade".

Imagem impressa do jogo "Garfield".

Imagem impressa da tela do aplicativo gráfico The Artist II, que utilizei para carregar as imagens e imprimi-las. 

Imagem do jogo "Fist 1".

Agora a imagem do mesmo jogo impressa no modo "tons de cinza" e em papel copiativo de 2 vias.

Como podem ver, as impressões ocupam exatamente as dimensões da bobina da impressora. Em outra oportunidade vou experimentar e impressão em uma Epson LX300.
Recentemente li alguns artigos que afirmaram ser possível imprimir do TK diretamente (com uma interface padrão cetronics, é claro) para algumas impressoras coloridas de jato de tinta, principalmente aquelas que emulam o sinal padrão Epson. Entretanto, são as mais antigas, que possuem porta paralela.

Um dia ainda tento algo assim.  ;)


29/09/2015

"Novo" TK 95, novas modificações!

Adquiri com muito custo (literalmente!) um TK 95, que na verdade foi o meu primeiro computador.
Atualmente este modelo está raríssimo de se encontrar e, se Deus permitir, fica comigo até o dia em que eu deixar este mundo... Será nele que desenvolverei a maior parte dos projetos em 8 bits.

Bom, como não poderia deixar de ser, senti a necessidade de fazer umas mod´s nele, afim de deixá-lo em plenas condições de trabalho.
Ele veio com um problema na CPU que foi prontamente resolvido pelo meu amigo vendedor, enviando outro Z80 para substituição.

Este é o TK 95 da forma como chegou. Muito conservado e com um bom espaço interno.

Testado o seu pleno funcionamento, defini quais mods seriam realizadas:
1) Reforçar as conexões do teclado, dispensando o sistema de fita condutiva (que degrada facilmente, principalmente no contato com a placa mãe). Além de substitui por fios e novas conexões, limpei meticulosamente os contatos das teclas e reforcei a pressão sobre eles com pequenos pedaços de fita prateada (silver tape - que também envolveu todos os pontos de contato do cabeamento). O resultado não poderia ser melhor: Ficou perfeito!

O teclado ficou bem reforçado com a resistente fita prateada e os novos conectores.

2) Troca de todos os capacitores eletrolíticos do TK que, com os anos, tendem a apresentar falhas e a ressecar. Que dirá em um micro com mais de 30 anos...

Nos destaques amarelos vemos os capacitores que foram trocados e os novos conectores do teclado.

3) Em seguida embuti uma fonte chaveada utilizada em adaptadores USB de HD´s externos, que fornece 12 e 5 volts, com aproximadamente 2 amperes de corrente (mais que suficiente para o TK e seus periféricos). Os 12v alimentariam o TK e os 5v, os drives de disquetes ou interfaces de cartão CF ou SD. Para isso coloquei um conector extra no TK (do tipo padrão de fonte de PC). Ele recebeu uma chave liga-desliga (que originalmente era feito na fonte externa da Microdigital) e um conector para o cabo de energia (desativando o original).
A voltagem da fonte instalada é um pouco maior que a recomendada pelo fabricante (9v), porém o regulador de tensão do TK suporta com tranquilidade. Em contra partida, ele aquece consideravelmente. Isso me motivou a instalar um pequeno cooler de PC para refrigerar o sistema de alimentação.
Antes que você pergunte... Não! Os demais componentes do TK não aquecem. Nem a CPU. Coisas de micro de 8 bits que roda numa frequência de apenas 3,5 Mhz.

Detalhe da instalação da fonte e do cooler de Pentium II, tipo cartucho.

4) Outra mod essencial é o famoso botão de reset. A melhor solução para travamentos.

5) Para melhorar a qualidade da imagem, montei e instalei uma pequena interface de sinal de vídeo composto (o TK originalmente só gera imagem por RF no sistema PALM). Esta modificação permite utilizá-lo em uma grande variedade de monitores, inclusive em televisores mais modernos. Ele receberá também uma interface de sinal RGB mais adiante. Aproveitando a nova saída de áudio, instalei um pequeno speaker de PC para monitorar o som internamente, com uma chavinha liga-desliga.

6) Finalizei instalando uma eprom chaveada de 32k com duas rom´s gravadas nela: Uma do TK 95 original e outra do ZX Spectrum inglês. Isto resolve algumas incompatibilidades com o patriarca da Sinclar.

Detalhe das conexões externas de vídeo composto. Mudei o sistema de fechamento do gabinete para parafusos, pois os engates sob pressão originais costumam quebrar com muita facilidade.

Neste outro lado, vemos o chaveamento das Rom´s, o botão de reset e o conector auxiliar de energia que fornece os 5v e 12v.

Agora partiremos para os testes de funcionamento e operação das interfaces!  ;)

Atualizando, em 17/10/15:

Novas alterações foram feitas para receber a interface de vídeo RGB do Trucco.

Foi instalado um novo conector para saída do vídeo RGB, porém tive problemas para o fechamento do gabinete no TK 95 (no TK 90X não ocorre isso, pois a distância da ULA para a base do teclado é maior e não encosta). Terei que fazer uma adaptação posterior para colocar a interface RGB e a ULA em outra posição.  A área do dissipador do regulador de tensão também foi expandida.

Detalhe do novo conector. Foi a posição mais viável que encontrei. ;)


24/09/2015

Opções modernas de carregamento para o TK 90X e TK 95.

Como o usuário do TK 90X e do TK 95 já sabe, o recurso de época para leitura e gravação de programas neste micro eram os gravadores de fitas K7 convencionais. O processo é um pouco lento e exige que se tenha um bom gravador mono com contador. Ainda hoje se encontram alguns por aí (em bom estado cobram-se valores absurdos) e as fitas K7 virgens estão se tornando cada vez mais raras.
Se você preservou o teu, ainda é uma opção segura de armazenamento, pois a prova disso é que fitas com mais de 30 anos ainda conservam seus programas gravados sem deterioração.

Propaganda de época de um dos melhores gravadores de fitas K7, utilizado para leituras de programas nos TK´s, o National (Panasonic).


Seguindo esta linha de armazenamento via áudio, temos a opção de utilizar também leitores e gravadores de MP3, ou simples MP3 Player´s (só para leitura). Como os arquivos gerados pelo TK saem em formato de áudio, poderão ser gravados diretamente nestes equipamentos, ou então, em computadores para posterior conversão no formato MP3 ou WAV.
Neste sistema é preciso um cuidado especial com o nível de gravação e reprodução do áudio, pois os TK´s são exigentes nisso (temos que lembrar que estamos convertendo áudio no formato analógico para o digital). Pode-se também utilizar programas de edição de áudio para melhorar a qualidade destes arquivos.

Um MP3 player convencional. A opção por um que também grava seria bem mais interessante.


O próprio PC ou um Netbook poderiam fazer este serviço, porém não acho que seja prático (devido ao tamanho) utilizar um micro só para isso... Vale lembrar que existem programas para PC que foram criados só para gerenciar estes arquivos de áudio para os TK´s (vide o link do Wold Of Spectrum).

No início da década de 90 foram lançadas as interfaces de disco para os TK´s, sendo diversas delas fabricadas aqui no Brasil (CBI, Arcade, IDS, etc.), seguindo um padrão russo chamado Hobeta. Por Por anos foi (e ainda é) o sistema preferido da maioria dos nostálgicos usuários dos TK´s. Quem tem, dificilmente disponibiliza para venda (às vezes encontramos alguma).
Esta interface lê e grava em disquetes de 3 1/2" e até os antigos de 5 1/4". Para quem programa é bem fácil e rápido de utilizar, porém para aqueles que querem rodar jogos e outras aplicações, terão que converter e gerar imagens de disco para fazer as leituras corretamente (o que é meio trabalhoso, mas já existem muitas imagens prontas disponíveis na internet). Em outra postagem vou explicar isso de forma mais detalhada.

A interface IDS possui, além das saídas para controle de unidades de disco, saída para impressora paralela.


Atualmente a "queridinha" dos usuários dos TK´s é a interface divIDE, capaz de ler cartões CF, SD, HD´s e até CDRom´s. Uma de suas grandes vantagens é a leitura quase que instantânea e o suporte aos diversos tipos de arquivos convertidos para os emuladores do ZX Spectrum. Esta interface ainda pode ser encontrada para comercialização e aqui no Brasil, nosso amigo Victor Trucco fabrica uma devidamente adaptada para os nossos TK 90X e TK 95. Este é o link: http://www.victortrucco.com/vendas/vendas.asp 
Em outra postagem descreveremos também a sua operação de forma mais detalhada.

Esta divIDE possui um cartão CF conectado, mas também aceita qualquer sistema que trabalhe no padrão IDE.

Existem também outras interfaces alternativas no exterior, mas ainda sem definição de compatibilidade com os nossos TK´s. Veja então a forma mais interessante para você e comece a programar!   ;)

Atualizando em 17/10/15:


Nestes dias tive a feliz oportunidade de conhecer um aplicativo para celulares que rodam o sistema operacional Android. O PLAY ZX (encontrado no Google Play) serve para reproduzir em áudio os aplicativos que rodam no TK utilizando a saída de fones do celular como se fosse carregado por fitas K7 (lembrando que não é um emulador). Também vem com uma base de dados de mais de 12.000 jogos e ainda busca novas aplicações na internet (quando conectado), podendo armazenar arquivos localmente.

Problemas para carregar programas de fitas K7?
Baixe o arquivo .TAP equivalente para o teu celular e rode-os com este aplicativo. Simples assim!  ;)

No meu modesto LG 50, ele funcionou perfeitamente. Regulado no penúltimo volume, meu TK 95 carregou o programa sem problemas.
Segue o link do aplicativo que, para ter todas as funcionalidades, custa (nesta data do artigo) apenas R$ 7,98. Mais que justo!

https://play.google.com/store/apps/details?id=com.baltazarstudios.playzxtapes


22/09/2015

"Vade Retro!!!"

Sinceramente, pesquisar e organizar as centenas de fontes de material sobre a linha Sinclair não é uma tarefa fácil... Não pelo conteúdo, pois existe uma quantidade enorme de sites espalhados pela web, mas pelo fato da informações estarem fragmentadas.
Na medida do possível, vou compartilhando aqui aquilo que julgar relevante para o entusiasta que optar por "vade retro" com os nossos TK´s.
Estou notando que se faz necessário uma "filtragem" nas informações para se evitar um tempo desnecessário de pesquisa, principalmente por aqueles que estão iniciando. Esta é a minha natureza: Pesquisar e compartilhar (descobri que isso é uma boa coisa de grego!).

Apesar de focar no desenvolvimento de software, vi que se faz necessário uma abordagem básica no hardware disponível hoje para os TK´s e como se faz esta interação entre eles e os PC´s mais novos. Portanto, aguardem novas postagens com este enfoque.

Seguimos confiantes e reaprendendo!  ;)

12/09/2015

Programando com Basic Sinclair no PC.

Sir Clive Sinclair iniciou um novo projeto de ensino de programação BASIC para crianças... Apesar de estar em inglês, o site é completíssimo e traz uma novidade que achei bem interessante: Um programa de aprendizado chamado BASin (criado pelo mesmo autor do emulador ZX Spin) que exporta códigos para o ZX Spectrum real. Fiz um teste e gostei do que vi. Esta pode ser uma ótima ferramenta para programarmos em Basic Sinclair no PC e exportar para os nossos TK´s! Ele contém um emulador do Zx Spectrum embutido para visualizarmos os resultados.
Vale lembrar que no Basic dos TK´s temos o comando de som chamado SOUND, que no Zx Spectrum é BEEP. Portanto, esta será a restrição. Se preferir, utilize emulador que indicamos abaixo, pois contém a ROM dos TK´s.

Se desejar compilar o programa escrito em Basic para o Assembler, utilize o programa ZX Basic Compiler, do Boriel.

Segue abaixo os links para baixar:
Programa BASin
ZX Basic Compiler



Site do projeto:





24/08/2015

Mas afinal, o que significam 48 Kb de memória?

Parece incrível, mas muitas pessoas não fazem a menor ideia do que significa esta quantidade de memória...
Se você acha muito pouco, está repleto(a) de razão!
O divertido é ver a expressão destas pessoas quando mostramos o que o nosso micrinho faz com tão pouca memória...
Só para esclarecer, estou anexando uma tabelinha com as medidas de memória para que o leigo entenda a proporção dos valores
.
Vejam uns exemplos:
  • Uma página de um documento de um editor de textos tipo Word pode até ter mais Kb do que isto.
  • Uma pequena imagem JPG de baixa resolução pode também com facilidade ultrapassar os 48 Kb de espaço na memória.
  • Um obsoleto (não para mim) disquete de 3 1/2¨, contém aproximadamente 1.44 Mb, ou seja, em apenas um disco, caberiam aproximadamente 45 programas completos do TK90X!

22/08/2015

Por onde começar? Eu sugiro pelos manuais...

Há muito tempo, meus colegas de trabalho costumavam dizer: "Na falta do manual, o Manoel serve!".
Eles sabiam que eu lia todos os manuais dos equipamentos que utilizávamos e naturalmente, eu saberia indicar as melhores soluções do fabricante. Pena que hoje as maioria das pessoas não tem o mesmo interesse...

Bom, mas se queremos aprender a manipular a linguagem de programação do TK90X ou 95, sugiro inicialmente a leitura dos manuais e livros abaixo. Pelo menos para entender corretamente o funcionamento destes micrinhos.

Manuais (no formato PDF):





IMPORTANTE: Se desejar mais livros, inclusive sobre a linguagem de máquina (Assembler) destes micros, sugiro que visite o link do Datassete e a Mega Base de Dados Sinclair.

Teclado do TK90X para emuladores.

Uma dificuldade de que utiliza emuladores no PC é identificar as teclas do TK90X no teclado convencional, principalmente por conta de seus comandos prontos.
Para facilitar isso, fiz um desenho para imprimir e plastificar. Assim sempre tenho a mão o esquema do teclado. (Obs: A imagem já está num bom tamanho)


Emulador para Windows com a ROM do TK90X.



Achei relevante colocar aqui o link para download do emulador do Woody, o SpecEmu na versão 2.9.
Nosso colega Marcelo Martins acrescentou também as rom´s de todas as nossas interfaces Beta.
É uma ótima ferramenta que facilita em muito o nosso trabalho.



Iniciando o projeto.

Uma vez conhecida a nossa história com os TK´s da linha Spectrum, vamos dar início ao propósito pelo qual este blog foi criado, ou seja, programar em 8 bits, com no máximo 48 Kb de memória.
Na verdade não tenho interesse nas versões de 128 Kb que surgiram posteriormente, nem tão pouco nas interfaces de aprimoramento da qualidade sonora (tipo AY, etc.), pois não sou um game-maníaco, mas sim um programador que tem um enorme prazer em ver este micrinho fazer "milagres" com tamanha limitação de memória. Coisa de "nerd" antiquado...  ;)

A diversão aqui está em programar nestas limitações e extrair o máximo com o mínimo!

Então, a partir de agora, iremos abordar um pouco mais sobre as características de programação do TK90X (que será nossa máquina de desenvolvimento oficial). A ideia é fornecer informações sobre a linguagem BASIC nativa do TK, que poderão ser aplicadas no próprio micro ou nos emuladores disponíveis para Windows, Android, Linux, etc.

Em seguida, partiremos para os desafios e experimentos de programação em poucas linhas de código. Afinal, a proposta é aprender, porém sem canseira.
Muitos curtem este micro para usufruir de sua imensa (e põe imensa nisso!) biblioteca de jogos, eu porém já curto mais os aplicativos e acredito que, com poucas linhas de código, muitos "gamers" podem se divertir bastante com os resultados da aplicação.

Outro detalhe importante a ser considerado é que tudo isso será feito na medida da minha disponibilidade de tempo entre estudos, trabalho e vocação. Como todos os blogs que gerencio, o objetivo é sempre compartilhar informação e agregar valor a nossa comunidade. Então, faça bom proveito!  ;)

21/08/2015

Modificando o hardware dos TK´s...

Como já relatei anteriormente, tive um momento na vida em que, por força da aplicação profissional do meu TK95, tive que fazer uma grande modificação adaptando-o em um gabinete de um TK3000 IIe. Isto ocorreu em 1992 e foi uma "mod" muito bem feita e bastante funcional (vide foto no primeiro post).

Passados os anos, os TK´s passaram a ocupar um lugar de recordações (muito boas, por sinal) e de entretenimento altamente produtivo, despertando nosso interesse pelos aspectos singulares da retro programação.
Entretanto, muitos são os que se aventuram na eletrônica destes micros e fazem modificações e adaptações para que ele supere novos desafios, ganhando uma vida útil ainda maior. Este foi e ainda é o meu caso.

Neste post vou ilustrar uma modificação que fiz em 2004, criando meu TK-PC. Naquela época não tínhamos a famosa interface divIDE, mas as adaptações de disco e do gravador ficaram bem interessantes.

Utilizei um velho gabinete de 386...

... que sofreu cortes severos, inclusive no gravador que seria embutido.

Aqui vemos o gravador já adaptado e o gabinete pintado.

Fixação da placa do TK90X num suporte também adaptado.

Visão interna das ligações com todos os componentes instalados.

Visão frontal do PC-TK com acabamento finalizado.

Visão traseira do gabinete com indicação dos locais de conexões.

Depois de um tempo vendi este equipamento (não me lembro pra quem...), assim como todos os meus outros TK´s e interfaces. Fato do qual me arrependi amargamente, pois quando fui readquirir uma nova coleção, os preços já estavam hiper inflacionados.  :/

Não pensem que as mod´s pararam por aí... A cada novo equipamento, algum tipo de upgrade era feito, tais como: Acrescentar novas saídas de vídeo (AV ou RGB), ROM´s chaveadas com rotinas do ZX Spectrum e do TK90X, fontes embutidas (no TK95), auto-falantes embutidos, botão de RESET, etc.

Esta imagem ilustra uma de minhas mod´s no TK95, incluindo chaveamento da ROM.

Visão interna da fonte embutida, saída RGB e auto-falante interno no TK95.

A modificação mais recente foi agora em 2015, neste TK90X fotografado abaixo. Esta mod incluía uma nova saída de áudio e vídeo composto, um botão liga-desliga para nova fonte chaveada, um power led, alteração de sinal de vídeo para o padrão NTSC e um botão de reset.


Confesso que fazer estas mod´s, para quem tem um conhecimento mínimo de eletrônica, é algo muito prazeroso. O hardware dos TK´s ajudam bastante, pois são relativamente simples e bem robustos.  ;)

IMPORTANTE: Nos links do Eduardo Luccas, Victor Trucco, Cantinho do TK90X e Clube do TK90X, você encontrará uma grande quantidade de sugestões de modificações para estes micros, incluindo os esquemas e listagem das peças. Vale a pena conferir.

16/08/2015

O micro computador TK 90X.

Propaganda de época do TK 90X.

               O TK 90X foi um computador de 8 bits fabricado no Brasil pela Microdigital Eletrônica a partir de 1985, baseado no computador doméstico ZX Spectrum produzido pela empresa britânica Sinclair Research. O TK 90X utilizava o microprocessador Z-80A (3,58 MHz) de 8 bits e 48 kb de memória (sendo 32 kb destinada ao usuário e 16 kb ao interpretador e configurações de fábrica). Também foram produzidos versões com apenas 16 kb para o usuário. O computador contava com um interpretador da linguagem BASIC, o que facilitava a sua programação por principiantes. Entretanto, também dava suporte a programação avançada em linguagem de máquina (Assembler) do Z80. Seu gráfico contava com uma resolução de 192x256 pixels (alta resolução para os padrões da época).

Tela de abertura do TK 90X.

Tornou-se muito popular devido ao baixo custo, à simplicidade e à enorme biblioteca de software existente para o ZX Spectrum (a maior existente entre seus concorrentes). Bastava conectá-lo a um aparelho de televisão colorido (ou P&B) e estava pronto para usar. Seus programas eram gravados em fitas de áudio K7, exigindo apenas um pequeno gravador mono para reproduzi-los. Em média um programa de 32 Kb levava aproximadamente de 3 a 4 minutos para a carga completa.
Ele tinha também um detalhe que o ajudou a se tornar bem popular: Uma saída de joystick incorporada (padrão 'Interface 2'), evitando algo que os donos do ZX Spectrum original sempre tiveram que comprar em separado e que causava muita dor de cabeça (pois sempre haviam problemas de mau contato das interfaces).
A grande variedade de interfaces também era um grande diferencial, dentre as quais destacamos a interface de mouse, impressora, disco, microdrive, som refinado, comunicação RS232, multiface 1, divIDE, etc. Muitas destas desenvolvidas (ou clonadas) no Brasil até os dias de hoje, dando uma sobrevida a este valente "micrinho".

Circuito interno do TK 90X.

Incompatibilidades
A versão da Microdigital possuía algumas modificações na ROM que eram um pequeno upgrade ao original ZX Spectrum. Assim, o TK-90X não era totalmente compatível com o ZX Spectrum. No entanto, a maioria dos programas escritos para o ZX Spectrum funcionava sem problemas no TK 90X (aproximadamente 90 a 95%). Este fato foi um dos motivos do grande sucesso desse computador, pois já existiam centenas de softwares disponíveis quando ele foi lançado no Brasil.

Detalhe do peculiar teclado de silicone do TK 90X.

As duas principais modificações foram a incorporação dos comandos UDG (User Defined Graphics, gráficos definidos pelo usuário), com os caracteres acentuados do português e do espanhol, e TRACE, para "debugar" programas em BASIC. Além disso, o TK contava com um editor de caracteres UDG (comando 'UDG 2') na ROM, o que tornava fácil e muito simples a mudança (tipo personalização) de caracteres, algo que é e foi muito apreciado por fãs deste equipamento até os dias atuais.
Os problemas de incompatibilidade foram parcialmente resolvidos com o lançamento do sucessor do TK 90X, o TK 95. Este último, com um teclado "semi-profissional" e um gabinete mais espaçoso.

Propaganda de época do ZX Spectrum inglês.

Curiosidades
Os países que mais clonaram o ZX Spectrum foi a Rússia e o Cazaquistão. Por esta razão se tornaram grandes produtores de interfaces e de software de alto nível por um logo tempo. A razão disso em plena era dos PC´s se deu pelo fato de ser um equipamento mais barato que, com o empenho dos programadores russos, ainda atendia plenamente a necessidade de seus usuários. O que era lançado para os PC´s, guardadas as proporções, era adaptado para o Spectrum russo.
Atualmente existe ainda uma grande comunidade mundial que preserva, usa e desenvolve para equipamentos como o TK 90X e similares, cujo mercado é bastante valorizado pelos admiradores da retro computação. 
(Extraído e adaptado de https://pt.wikipedia.org/wiki/TK-90X )

05/08/2015

Como tudo começou...

Como na grande maioria dos blogs ligados a retro computação, os autores gostam de relatar suas primeiras experiências com os equipamentos que marcaram sua vida, seja no lazer, seja na vida profissional. Aqui não será diferente. Ficará registrado a minha história com os computadores fabricados pela Microdigital.

Estávamos no final da primavera de 1986, quando o Brasil vivia a polêmica "reserva de mercado" que, dentre uma de suas características, permitia que empresas nacionais clonassem computadores estrangeiros. A Microdigital saía na linha de frente, clonando com maestria equipamentos da americana Apple e da inglesa Sinclair, líderes revolucionárias do mercado de micro computadores pessoais.

Neste período eu tinha meus 20 anos de idade e, financiado pela empresa onde trabalhava, comprei meu primeiro micro pessoal na antiga Mesbla de Belo Horizonte. Era um TK 95 da Microdigital (que na verdade tratava-se de um TK 90X acrescido de um teclado "semi-profissional"). Foi amor a primeira vista! Mas ligá-lo não era tão simples assim... Ainda precisei comprar uma pequena televisão e um gravador mono de fitas K7.

Este TK 95 utiliza internamente o mesmo circuito do TK 90X, porém com mais espaço interno no gabinete. Mais tarde embutiria uma fonte de alimentação dentro dele.


O aprendizado...

No mesmo período iniciei um curso profissionalizante de programação de computadores que, naquela época, funcionava de maneira bastante curiosa e extremamente anti-didática. O curso oferecia a linguagem Basic e Cobol e utilizava computadores modelo DGT-1000 da Digitus (também de 8 bits).
As aulas eram divididas em 2 módulos: Um teórico em sala de aula (onde a maioria dos alunos desistia no meio do caminho) e, em seguida, a prática no laboratório. No decorrer dos anos este método foi abandonado e viu-se a necessidade do aluno já começar o curso operando diretamente no computador. Naquela época as universidades brasileiras ainda não ofereciam cursos de graduação em informática, mas já existiam muitos núcleos de pesquisa.
Tive uma ótima performance no curso, pois, ao contrário de meus colegas, tinha o privilégio de testar cada novo comando aprendido em meu TK. Ali começava minha vida de programador...

Propaganda da época do lançamento do TK 95.


Criando soluções...

Como programador, o maior problema de enfrentávamos era a falta de um no-break (um dispositivo que mantivesse o computador ligado durante os picos de energia elétrica). O menor pico de energia já era suficiente para destruir literalmente horas de programação... Era necessário acionar o gravador de tempos em tempos para salvar o que foi digitado e, na maioria das vezes, ficávamos tão absorvidos pela programação que esquecíamos de gravar sistematicamente. Para resolver esta questão, depois de muitas pesquisas e com a ajuda de um técnico, projetei um mini no-break que funcionava a base de pilhas acondicionadas em uma saboneteira plástica... Foi um sucesso! O picos de energia já não eram mais um problema.

O primeiro grande projeto...

Como cristão apaixonado, meu primeiro grande projeto foi criar um programa para o TK sobre a "Descoberta da Arca de Noé", baseado em pesquisas e documentários da época. Ele possuía uma grande quantidade de menus e sub-menus que revelavam detalhes das expedições, inclusive desenhando na tela imagens complexas como mapas e a própria Arca. Pena que esta fita se perdeu no tempo...

O TK "humilhando" um PC...

Anos mais tarde veio o grande desafio para o TK...
Eu trabalhava com Analista de Custos em uma rede de lanchonetes que havia comprado um PC 286 e um software de gestão escrito em Cobol por aproximadamente 3.000 dólares cada! O programa era bem complexo (naturalmente com muitos bugs) e logo a diretoria começou a ter problemas em manipulá-lo, gerando uma enorme insatisfação.  Propus voluntariamente criar algo mais simples e funcional no Basic do meu TK e, para a surpresa geral, ficaram apaixonados com a funcionalidade do programinha. Logicamente o mesmo podia ser feito no 286, mas não teria o mesmo "gostinho"... Afinal, era um micro de 48 Kb (que nem HD possuía) dando um "show" no PC!

A primeira grande modificação...

Mais anos se passaram e, em 1992, após venda e aquisição de outros TK´s e interfaces, resolvi fazer uma adaptação radical (ou "mods", como diriam hoje) no meu micro, embutindo-o em um gabinete de TK3000. Foi uma operação extremamente complexa, mas bastante funcional, pois em plena era dos PC´s, eu ainda utilizava o TK de forma profissional e extraía dele todas as minhas necessidades na informática.

Nesta foto vemos o TK 95 embutido no gabinete do TK 3000, com interface de disco de 5 ", gravadores, monitor de vídeo composto (fósforo verde) e a impressora matricial Olívia.


O TK como instrumento de ajuda social...

Neste mesmo período a Microdigital estava encerrando sua produção de computadores pessoais e a representação técnica de Belo Horizonte me doou uma grande quantidade de peças e sucatas. O resultado disso foi a montagem de umas 12 ou mais unidades de TK90X em pleno funcionamento. Peguei estes micros e resolvi dar um curso de introdução de informática para jovens em minha igreja, criando um programa que emulava o sistema operacional DOS do PC no modesto TK. Isso foi incrível e muitos jovens conseguiram seus primeiros empregos através desta qualificação. Lembramos desta época com muita alegria.

A segunda grande modificação...

Passados muitos anos depois, o TK já não fazia mais parte de minha vida... Como profissional de informática eu estava totalmente absorvido pelas novas tecnologias. Entretanto, em meados de 2004, estimulado por entusiastas da retro computação, adquiri algumas unidades de TK´s (ainda fáceis e baratas de encontrar) e fiz alguns projetos de hardware com eles, dentre os quais, o TK-PC. Um TK 90X  com todas as interfaces embutidas num gabinete convencional de PC, inclusive um gravador K7. Fiquei um bom tempo com este equipamento e, devido à circunstâncias profissionais e total falta de espaço físico, repassei o computador para outros colegas.

Este foi o resultado final do TK-PC. Era bastante prático e funcional.


E agora?

Atualmente, estimulado pelo recente presente que ganhei de meu filho, um TK90X conservadíssimo, resolvi retomar o mundo da retro programação e compartilhar aqui estas experiências. Não tem jeito... Este pequeno e notável computador ainda desperta um grande saudosismo e encanta com a enorme variedade de programas disponíveis.

Esta é a imagem do dia que ganhei o TK 90X do meu filho... Pura alegria!

Hoje programo em emuladores do para PC (existem vários, para todo tipo de plataforma) e testo no TK 90X. Apesar de engraçadinho, é cansativo digitar muitas linhas de código no teclado original de silicone do TK (quando acostumamos, nem tanto). O fator principal se dá pelo fato do notebook possuir uma bateria que sustenta o micro em caso de "picos" de energia elétrica que, no caso do TK 90X, ocorreria o risco de se perder linhas e mais linhas de código.

Atualizando em 17/10/15:
Com a recente reaquisição de um TK 95 e utilizando um no-break exclusivo, animei em programar diretamente no computador. Fica mais "vintage"!  ;)

Atualizando em 15/02/16:
A coleção foi ampliada com a aquisição de um ZX Spectrum +2A, cujo Basic 128 permite a digitação "tecla a tecla", como em PC´s convencionais. Agora ficou fácil programar.

Atualizando em 02/01/17:
Aqui vocês podem consultar meu atual acervo:
http://retroprogramacao.blogspot.com.br/2016/12/inventario-de-hardware-retro-da-linha.html


No mundo do sofisticado e consumista Microsoft Windows em que vivemos, é literalmente impressionante ver o que o TK 90X é capaz de fazer com apenas 48 kb de memória... Isso merece um registro, despertando curiosos desafios para esta nova geração de programadores que nem imaginam o que é programar com estas limitações.
Uma coisa eu garanto: É muito divertido.

Sejam bem vindos(as) aos mundo da programação de 8 bits com 48 kb de memória!