Artigos 100% compatíveis com os retro computadores TK 90X e TK 95 da Microdigital e com a linha ZX Spectrum da Sinclair.

www.retroprogramacao.blogspot.com

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01/09/2019

O que leva um programador de nossos dias a desejar programar em micros considerados obsoletos?



Resolvi escrever este texto motivado pelo questionamento de um programador sobre o "sentido" de, nos nossos dias e com toda a atual tecnologia disponível, alguém querer programar em micros considerados obsoletos.

Pra começar, este é um blog de retro-programação e, obviamente, sempre justificará qualquer tipo de motivação neste sentido. Aqui, no bom e claro sentido, somos totalmente parciais (risos).
A própria existência do blog, para muitos, não faria o menor sentido.

Agora, voltando ao assunto, dificilmente a retro-programação despertará interesse nas novas gerações. Acredito até que ela tenha um prazo de validade determinado, limitando-se às lembranças daqueles que viveram a "época de ouro" da computação, onde tudo era novidade, num ambiente extremamente desafiador. Afinal, nada era fácil naquela época.
Salvo por aqueles que manterão o espírito de colecionadores herdados de seus pais e por iniciativas louváveis de doações para museus da informática, como tenho visto ocorrer nestes dias, o interesse por este assunto se dissipará como a brisa quando nossa geração deixar este mundo.
Vivemos numa sociedade extremamente consumista, sendo que a tecnologia é a que mais contribui para isso, deixando obsoleto em poucos meses aquilo que foi um caro e impressionante lançamento.
O que significa então, computadores extremamente limitados, de mais de 30 anos, nos dias atuais? Lixo, diriam alguns. Então o que significa colecionar e gastar tempo (principalmente programando) com estes "lixos"? Loucura, diriam outros. Afinal, "tempo é dinheiro" e, sob este olhar, eu já estaria perdendo meu precioso tempo e recursos escrevendo este artigo sobre um assunto que tende a morrer com o próprio tempo.
É... Pode parecer que já estou "detonando" com o tema do artigo nesta introdução, mas julguei necessário contextualizar primeiro a nossa realidade.

Tentarei agora esclarecer todos os questionamentos que expus acima, baseado na minha experiência pessoal e de meus colegas entusiastas, com quem tenho o prazer de trocar muitas informações.
Mas antes, é preciso distinguir dois perfis de pessoas que viveram esta fase dos micros do anos 80: Os usuários comuns, que curtiam os jogos e programavam por pura diversão, e os que tiveram sua inicialização na informática nestes micrinhos, seguindo posteriormente carreira de programador (sendo naturalmente seduzido pelas novas tecnologias com o passar dos anos). Estes últimos, na sua maioria, são os que menos se interessam pela retro-computação e são seduzidos pelo poder da novas tecnologias. As exceções, nos presenteiam com poderosas ferramentas de retro-desenvolvimento (a quem somos eternamente gratos).
Dentro destes cenários, alguns tem nestes computadores suas melhores lembranças de infância e juventude. Como que levados pela doce recordação de um cheiro, o contato com o antigos micrinhos traz uma sensação de extremo prazer. Neste caso, o ato de programar só completa a sensação.
A partir deste momento, temos uma peculiaridade interessante no ato de programar jogos ou qualquer outra coisa em máquinas como o ZX Spectrum: A facilidade com que isso pode ser feito nos nossos dias.
Ao contrário da nossa época, onde as ferramentas eram bem limitadas, onde as informações eram lentamente trocadas através de livros e revistas, e quase tudo era feito na "munheca", hoje é tudo muito simples, acessível e fácil. Temos ferramentas incríveis e podemos fazer coisas inimagináveis no passado (com o auxílio dos PC´s e da internet, é claro).
Talvez o sentido, motivação e prazer para muitos seja poder fazer hoje o que não se podia fazer na época, dado às limitações de equipamento e até do contexto de vida de cada um.
A exemplo do Basic Sinclair, que já era simples, hoje temos ferramentas que simplificam todo o processo de digitação (*) e análise dos programas, retornando em tempo real o resultado de cada linha de código. E olha que eu nem citei as ferramentas de criação e conversão de imagens, sons e games que são um show a parte! Sem complicação, sem necessidade de se reaprender uma nova linguagem (poucos tem tempo para isso) e, principalmente, sem ficar refém da obsolescência programada.

Mas tudo isso seria muito pouco diante do prazer de se ver num micrinho original, com todas as suas limitações de hardware, os programas rodando. Esta alegria não tem preço.

Quanto a "perda de tempo e dinheiro", podemos concluir que muitos com o nosso perfil, acima da meia idade (estou sendo generoso - risos), já podem se dar ao direito de administrar melhor o seu tempo e seus gastos, sem a pressão da família e do mercado de trabalho. E, se programar nestes micrinhos nos fazem felizes, como diria meu bom amigo doutor, é algo extremamente saudável e recomendado.   :)


(*) Vale destacar aqui iniciativas muito interessantes de projetos que, ainda em nossos dias, utilizam o bom e velho Basic Sinclair para despertar em jovens o gosto pela programação, utilizando-se de uma sofisticada plataforma de desenvolvimento. Pra quem não sabe, o famoso Basinc surgiu de iniciativas como estas.

08/03/2019

Meu canal de experimentos...

Neste ano resolvi "organizar" e compartilhar meus experimentos em hardware e software de 8 bits num antigo canal que eu já tinha no You Tube.
São vídeos simples, na sua maioria sem edição, cuja proposta é apenas documentar aquisições e explicar as modificações que faço na linha Sinclair.
Se tiver curiosidade, faça uma visitinha... Tem algumas coisas bem legais lá.



14/12/2018

Colecionadores, entusiastas, usuários, saudosistas ou acumuladores?


Fim de ano e chega aquele momento de olharmos para nossos equipamentos que adquirirmos ao longo do ano, refletindo sobre os gastos, a aplicação e, porque não dizer, as alegrias de cada aquisição. Alegria esta que gostamos de compartilhar com os colegas... Hummm... Afinal de contas, o que eles são? O que eu sou? Colecionador, entusiasta da retro computação, simples usuário, saudosista ou um acumulador? Acho que seria legal definir os termos e ver em que categoria podemos nos enquadrar.

Colecionador - É aquele que guarda e preserva tudo relacionado a algum objeto de sua apreciação. Não se preocupa muito em utilizar. Apenas o fato de contemplar suas aquisições já o satisfaz. É detalhista e tem dificuldade de desapegar de suas aquisições.
Entusiasta - É atraído por peculiaridades dos equipamentos e curte muito as aquisições e iniciativas de terceiros, sem se preocupar em formar a sua própria. Totalmente desapegado.
Usuário - Sim, por incrível que pareça, ainda existem muitos que adquirem seus equipamentos para utilizá-los como meio de lazer e diversão. Outro vão até além... fazendo experiências de hardware e software. Geralmente não necessitam de uma grande variedade de equipamentos. São mais práticos e desapegam com facilidade de suas aquisições.
Saudosista - Em maior número, são aqueles marcados por alegres experiências com o equipamento no passado. Assim como o cheiro, músicas e as imagens nos remontam a um passado prazeiroso, a relação com estes micros traz ótimas recordações. Seu apego é tão efêmero como suas lembranças.
Acumulador - Geralmente não foca em um modelo específico e compra tudo o que vê de retro computação de forma compulsiva. Ele realmente acumula equipamentos até começar a ter problemas de espaço físico e seu prazer está em comprar, independentemente se será útil ou não. Não consegue desapegar de suas aquisições.

Bem, acredito que eu tenha um pouco de cada uma destas características, exceto a do acumulador, pois é fácil para mim estabelecer um limite, sendo totalmente desapegado. Enfim, creio que este pequeno texto explica muito da relação que muitos colegas tem com a retro computação. Cada um do seu jeito e com sua diversidade de ideias, porém todos entusiasmados quando o assunto se refere aos nossos "retro-trecos".

Seja em qual categoria você se enquadra, temos muitas coisas em comum. 

Desejo a você um novo ano de muitas alegrias com seus micrinhos de 8 bits!




07/11/2018

O que me atrai num micro de 8 bits...

Nestes dias estive refletindo (e rindo de mim mesmo) sobre o que me atrai em um micro de 8 bits...
Isso ocorreu num momento em que eu havia convertido vários vídeos .AVI (em HD) para um formato que o ZX Spectrum consegue processar, chamado .DVO . Trata-se de um padrão de 8 bits, de baixíssima resolução (com direito ao famoso color clash) e com um som mono deplorável, porém audível.
Com bastante entusiasmo, chamei meu filho (que nasceu na era Windows 95) para assistir meu precioso feito. Ele olhou e disse um singelo "legal". Passado algum tempo, em uma de nossas conversas, perguntei: "Você deve me achar doido né? Um cara que converte um vídeo de alta resolução para um formato deplorável e ainda vibra com isso". Obviamente rimos da situação.

Bom, é daí que vem a reflexão...
Para mim, o prazer está justamente na limitação que a máquina possui e o que ela é capaz de fazer com tão poucos recursos. Esta é a característica principal de um micro da linha Sinclair, cujo projeto foi pensado em economia de hardware (consequentemente o baixo custo) e muita criatividade.
Eu e mais um grande grupo de colecionadores e entusiastas da retro computação (que em idade já chegaram nos "enta"), ficamos tomados por uma saudável nostalgia quando ligamos nossos micrinhos e relembramos nossos primeiros passos na computação. E, quando acrescentamos a isso algum tipo de novidade, o prazer é dobrado.
Também ocorre quando conseguimos fazer os micrinhos processarem vídeos com som, rodar games e demos absurdamente bem trabalhados, tocar música eletrônica ou simplesmente mostrar uma tela pixelada de 8 bits. E o mais incrível: Tudo isso com ridículos 16, 48 ou 128 Kb de memória! Algo inconcebível para um programador de nossos dias.

Por fim, todos temos algo que nos remonta a um passado marcante e prazeiroso. São imagens, sons, cheiros e, no meu caso, micros de 8 bits! Meu amigo médico já diagnosticou este hobby como algo saudável e que eu devo cultivar. Então, como bom paciente, seguirei suas recomendações.  ;)


08/09/2018

Uma vez Spectrum, sempre Spectrum!


Faz pouco mais de um ano que fiz minha última postagem.
Muita coisa mudou neste período, inclusive minha residência, trabalho e minha coleção de retro computadores... Todo aquele acervo foi vendido no final de 2017 e fez literalmente a alegria de muitos colegas.
Passado um ano da correria, recebi (com a participação do meu filho) meu primeiro ZX Spectrum 48K (new old stock) da nova coleção. Só alegria em rever meu micrinho do coração... Agora, com uma postura mais "purista", seguirei, na medida do possível, com meus experimentos de programação em Basic Sinclair.

22/08/2017

ZX Spectrum Next disponível para compras!

O mais novo projeto de recriação do ZX Spectrum, denominado ZX Spectrum Next, agora está disponível para venda em uma loja própria na internet.
O Next é um projeto desenvolvido por brasileiros, com apoio de alguns renomados britânicos e totalmente manufacturado na Inglaterra.
No link abaixo você poderá conhecer os poderosos recursos que foram inseridos nesta versão ultra modernizada, sem perder o charme e as características de nossos micros retrôs.

Atualização em 08/09/2018:
O financiamento coletivo foi finalizado com um estrondoso sucesso e aqueles que compraram somente as placas, já receberam no final do ano passado. Entretanto, o micro completo sofreu atrasos e tem a previsão de entrega marcada para o final deste ano.
Com novos recursos sendo implantados e uma grande quantidade de software sendo desenvolvido para ele, muitos usuários que perderam o financiamento, aguardam a oportunidade de poder comprá-lo em lojas virtuais num futuro não muito distante.




06/02/2017

A história do Basic Sinclair.

O Zx Spectrum, assim como seu clone aqui no Brasil, o TK90X, foi um micro que se tornou mais conhecido entre as massas pelos seus jogos. Mas havia uma grande oferta de programas aplicativos para ele, tais como editores de textos, banco de dados, planilhas, editores gráficos, editores musicais, etc. Boa parte deles trabalhando em conjunto com interfaces que forneciam uma nova funcionalidade para o micro. Entretanto, nada se comparava à facilidade de uma linguagem de programação à disposição do usuário (uma realidade bem distante dos micros de hoje).

A facilidade com que o Spectrum podia se programado, criou uma revolução chamada "programação de quarto", onde alguns jovens puderam vender suas criações para empresas como a Ocean ao preço de um carro esportivo da época. Já outros, não tão bem sucedidos, aventuravam-se em linhas de códigos por puro prazer de programar e ver o funcionamento delas no pequeno e notável micro.

Diz a lenda, que Sinclair foi inspirado em criar o ZX80 depois de ver o prazer que seu filho teve em programar num TRS-80. Numa entrevista para um recente documentário da BBC, observou: "Percebemos que haveria um perfil de jogos para o micro, mas o primeiro apelo foi para que as pessoas colocassem as mãos em um para fazerem alguma programação eles próprios. E elas adoraram fazer! Quero dizer, as crianças principalmente. É um pouco triste ver que hoje isso não está mais disponível para elas."

Foram os dois primeiros anos do Spectrum conhecidos como a "era Basic". Muitos dos primeiros títulos da própria Sinclair foram escritos em Basic. Embora o foco principal do Spectrum foi mudado rapidamente para a utilização em jogos, a programação como parte essencial da experiência do usuário não foi perdida e, com o apoio de inúmeras revistas e de professores da época, o Basic  manteve sua esfera cativante.

Na verdade, o Basic contido no Spectrum já era a terceira versão do Basic Sinclair, seguindo as versões criadas para o ZX80 e ZX81. Todos os três foram desenvolvidos por uma empresa chamada Nine Tiles Software - e não a Sinclair, como muitos imaginavam. John Grant escreveu o Integer BASIC do ZX80 em magros 4K de memória, e o matemático Steven Vickers, de Cambridge, escreveu os BASIC para o ZX81 e depois para o Spectrum (em 8K e 16K respectivamente).

Mas o que fez o BASIC Sinclair tão especial? Tecnicamente falando, não era o melhor em oferta, pois sua capacidade de loop estava restrita a FOR ... NEXT e GOTO, e seu manejo de sub-rotinas foi ainda mais básico. Onde brilhou, no entanto, foi no seu tratamento de erros do usuário: Feedback imediato através de rotinas de sintaxe incorporadas, que não só rejeitava declarações incorretamente formatadas, mas também destacava onde os erros estavam no seu código. Isto fez do BASIC Spectrum uma linguagem muito fácil de aprender através de tentativa e erro. As cores e o som foram acessados ​​através de um pequeno número de comandos conceitualmente muito simples, tais como INK, PAPER, BRIGHT, etc (compare isto, por exemplo, ao complicado sistema de PEEKs, POKEs e CHR$ do Commodore 64). Gráficos e música eram extremamente acessíveis. Tudo isso bem descrito num manual de programação bem compreensível, elaborado por Vickers e Robin Bradbeer, cujo resultado final foi um sistema muito elaborado e orientado para persuadir o iniciante.


Até hoje, a programação permanece para muitos como um aspecto definidor do que foi ter um ZX Spectrum, principalmente porque o BASIC Sinclair foi muito bem sucedido nesta persuasão. Afinal, era isso o que BASIC deveria ser. Certamente, isso foi uma parte importante do legado do Spectrum.




Você não tem que ser um programador de computador para olhar para o BASIC Sinclair e apreciar as coisas que ele ainda pode te ensinar. Começar a lidar com o BASIC, significa ter sua cabeça focada em torno de quebrar os problemas em pequenas e muitas partes, abordando estes um por um. A aplicação dessa habilidade são infinitas e nos ajudam em muitas outras áreas da vida.
 

O BASIC Sinclair não era a única versão do BASIC para o Spectrum. Apresentava-se ao iniciante como uma porta aberta para o mundo da programação e serviu como a ponte ideal não só para outras línguas, mas também para versões mais sofisticadas deste mesmo BASIC. 
Das muitas versões criadas, talvez o exemplo mais conhecido disso é o Beta BASIC do Dr. Andrew Wright, lançado originalmente em 1983. O Beta BASIC passou por uma série de revisões e a versão 3 apareceu em resposta ao concorrente chamado Mega BASIC (publicado pelas revistas Your Spectrum e Your Sinclair). Logo surgiu a versão 4, que foi a versão final, lançada em 1987, adicionando recursos para o Spectrum 128. Foi o mais amado pelas revistas. O Beta BASIC foi uma extensão, e não uma substituição, do BASIC Sinclair original, tornando-o compatível com todos os programas BASIC escritos anteriormente para a máquina. No total, acrescentou algo como 100 novos comandos à linguagem, incluindo novas estruturas e comandos em loop, manipulação de procedimentos avançados, apresentação de listagem recuada e muito mais.
A versão 128 adicionou mais incríveis recursos, como o um som de interrupção com o seu novo BEEP! Comando que permitiu que a música fosse tocada enquanto outras coisas aconteciam no programa - algo que não era possível no simples BASIC Sinclair, onde a ação parava quando uma música era tocada.


Avançando para o dia de hoje, onde motivados pela nostalgia, versões avançadas do BASIC do Spectrum, como Beta BASIC, são lembrados com carinho apenas por um pequeno número de entusiastas (como eu), pois a maioria tem sua atenção voltada, em grande parte, para o original. Acredito também que isso se dê pela dificuldade em se obter literatura especializada destas versões.


Embora nos últimos anos a comunidade Spectrum tenha visto um aumento dramático no número e variedade de projetos relacionados ao Zx Spectrum, o interesse não foi desviado da programação em BASIC Sinclair como um prazer... Por exemplo, existem ainda competições anuais de jogos compilados em BASIC que estão em funcionamento desde 1996, e atraindo um grande número de participantes. É chamado de "Competição de Jogos de Crap" e muitas programas são realmente muito bons. Eu suspeito que a atração para a maioria, é simplesmente uma desculpa para escrever algo no BASIC novamente. 

É claro que, no século XXI, não somos tão tolerantes com o processo de programação BASIC como costumávamos ser. Atualmente, os programas são desenvolvidos em emuladores, onde salvar o seu trabalho é a tarefa de um único clique. Mas isso ficou ainda mais fácil com o desenvolvimento do BASIN (BASIC Interpreter), uma ferramenta dedicada de criação em BASIC Sinclair para Windows, criada por Paul Dunn e que permite que você insira, edite e teste o seu programa a partir do conforto de um extremamente avançado conjunto de ferramentas. O resultado final ainda é um programa em BASIC Sinclair que você pode carregar em um Zx Spectrum real. Um processo muito mais fácil.

Eu não posso terminar sem mencionar Sinclair Extended BASIC (SE BASIC). Um projeto do BASIC Sinclair desenvolvido pelo guru Andrew Owen. Este trabalho traz-nos de volta à evolução do BASIC Sinclair e apresenta-se como o próximo passo nesse processo. Andrew pesquisou BASIC do Spectrum extremamente bem, corrigindo cada bug e até mesmo encontrando espaço para inserir alguns comandos extras. Esta não é uma extensão do BASIC Sinclair no sentido de que o Beta BASIC foi, mas uma substituição real de 16K que poderá ser gravada em um chip EPROM e substituída pela ROM original de um Zx Spectrum real.


Em breve postarei alguns links interessantes.  :)



(texto adaptado com complementos do artigo de C.C. Woodcook)

02/02/2017

Banco de Dados ZX Basic.

O ano começa com várias novidades... E uma delas é o repositório de arquivos criado por David Saphier, chamado ZX Basic Database V1.
Trata-se de um espaço para o armazenamento de programas e experimentos criados para o ZX Spectrum, utilizando o Basic Sinclair ou programas como o AGD.
O site já possui o emulador QAOP embutido, o que facilita bastante a execução dos arquivos.
Vale conferir as novidades da retro programação!



31/12/2016

Inventário de hardware retrô da linha Sinclair...



Esperei até o último dia útil do ano para postar o meu inventário de hardware retrô (que varia para mais ou para menos, conforme as atualizações).
A promoção da lista tem o objetivo de possibilitar futuras aquisições ou trocas de equipamentos.
Se você possuir algum micro ou interface que não conste desta listagem e queira doar, vender ou trocar, por favor, entre em contato.
Como é de se esperar, apenas equipamentos compatíveis com a linha Sinclair ZX Spectrum.  :)

Computadores: 
01 ZX Spectrum 48k (teclas de borracha) UK
01 ZX Spectrum Plus  UK
01 ZX Spectrum 128k +2 Cinza (com gravador K7 embutido) UK
02 ZX Spectrum 128k +2B Preto (idem)  UK

Impressoras:
02 ZX Printer (papel metalizado - 32 colunas - gráfica) (Sinclair - Inglaterra)
01 Timex Sinclair 2040 (papel térmico - 32 colunas - gráfica) (EUA)
01 TK Printer Diebold (matricial de fita - 32 colunas - gráfica - paralela) (Brasil)

Gravadores K7:
01 Timex Sinclair 2020 (EUA)

Interfaces:
01 ZX Interface 2 (Sinclair - Inglaterra)
01 Interface Paralela e RS232 Indescomp (Espanha)
02 Interfaces Beta Disk 128 New (Russia)
01 Interfaces Beta Disk 48 IDS 2001ne - Com saída Paralela (Brasil)
01 Interface 1Bis (África do Sul)
01 Interface Light Pen (Microdigital - Brasil)
01 Videoface (Romantic Robot - Inglaterra)
01 Multiface 128 (Romantic Robot - Inglaterra)
01 Multiface One + Som AY Explorer IV (Brasil)
01 Multiface 3 (Romantic Robot - Inglaterra)
01 Interface de som AY-Magic Zaxon (Inglaterrra)
01 Interface de som Simple AY (Brasil)
01 Interface de som AY TK Explorer IV
01 Interface divIDE 57c (Brasil)
01 Iinterface mini divIDE 2K11
01 Interface Mini divMMC
01 Interface de Mouse Genius (padrão Kempston) Datel Electronics (Inglaterra)
01 Interface Diagnostics Board (Brasil)
01 Interface expansora com buffers TKXpander Blue (Brasil)
01 Interface dupla de Joystick Kempston Joy II (Portugal)
01 Interface Simple Kempston
01 Interface MIDI XRI Micon (Inglaterra)
02 ZX Interface 1 + 02 Microdrives (Sinclair - Inglaterra)
01 Interface Currah Microspeech
01 Interface TK-Chuck
01 ZXC4 Rom Programável
01 Interface Zx Fixer
01 Interface ZX Protoboard
01 Voice Micro Command Interface
01 Interface COMCON Programmable Joystick
01 Interface de controle Interespec 1
01 Interface RAM Music Machine
01 Modem externo para ZX Spectrum Prism VTX 5000

Monitores e televisores (que funcionam nestes micros):
01 Monitor LCD LG M1721A (17" - Aceita frequência RGB de Spectrum e TK)
01 Monitor LCD LG M1921A (19" - idem acima )
01 TV CRT antiga Semp colorida portátil de 10". (somente para entrada de sinal  RF)
01 TV LCD Lenoxx de 13" (entradas RF, AV, VGA e HDMI).
01 TV CRT Philips colorida de 14" estéreo (entradas RF e AV)

Outros acessórios:
01 Pistola Magnum Sinclair (padrão conector serial zx inglês)
01 Joy Pad convencional (fabricação própria)
01 Joystick Competition Pro
01 Controle Nunchuck
02 Placas extensoras de 3 pontos Motherboard Blue (Brasil)
01 Placa extensora de 2 pontos (fabricação própria)
01 Cabo extensor flexível de 1 ponto (fabricação própria)
08 unidades de discos de 3 1/2"

Em aquisição (aguardando a chegada):


Última atualização: 22/08/17
OBS: Devido a uma mudança de cidade, recentemente vendi quase todo o meu acervo, ficando apenas com 2 unidades de ZX Spectrum +2B, dois monitores e algumas poucas interfaces básicas, os quais manterei para fins de experimentos com programação de 8 bits. Portanto, esta lista não será mais atualizada.

01/09/2016

Como produzir telas artísticas em micros da linha Zx Spectrum - Parte I


Existem alguns entusiastas do Zx Spectrum que despertaram para um segmento pouco conhecido: A criação das chamadas "Pixel Art", ou seja, desenhos artísticos criados justamente com as limitações impostas pelos nossos micrinhos de 8 bits.
Parece algo meio insano, mas os resultados são bem interessantes e muito criativos.
A grande maioria se utiliza de emuladores para efetuar tais criações, mas se você desejar se divertir e ter esta experiência em teu TK90X, TK95 ou Zx Spectrum, basta adquirir uma interface de mouse kempston (rara no mercado) e um bom programa gráfico como o Art Studio ou o Artist II (ambos rodam em 48k). O sistema TBBlue, que substitui o hardware original, vem com opção de mouse embutido, e é uma excelente opção para esta finalidade.

É sabido que o Zx Spectrum possui um "calcanhar de Aquiles" no seu projeto original que é um sistema de colisão de cores, originado pela própria economia de hardware. Este sistema limita as criações gráficas e dificultam bastante o bom resultado da apresentação de imagens.
Este problema só é visível em imagens de alta resolução. Já nos desenhos de baixa resolução (aqueles bem "quadradinhos"), isso não ocorre. Obviamente, em produções monocromáticas não haverá esta limitação.
Existe também o recurso de captura de imagens, com interfaces como a Videoface (que captura somente em preto e branco), e que posteriormente poderá ser editada ou até mesmo colorizada.

Vejam alguns exemplos:

Aqui observamos um desenho em baixa resolução feito no Art Studio.

Este outro já utiliza técnicas mais apuradas, inclusive aproveitando-se das colisões de cores para gerar efeitos na imagem.


Neste desenho temos uma técnica mista entre cores e imagens em preto e branco.

Aqui temos um exemplo de imagem capturada com a interface Videoface e editadas no Art Studio.

Se você se interessou pelas Pixel Art´s e gostaria de se aventurar nestas criações, possivelmente deve estar se perguntando como poderia fazer algo bem elaborado, como na figura que vimos acima em alta resolução. Obviamente que em tudo existe uma técnica e, felizmente, achamos um vídeo que demonstra um pouco de como este processo e efetuado.
Observe com atenção e faça suas experiências!


Quer conhecer mais trabalhos artísticos do Zx Spectrum? Então visite este site:
http://zxart.ee/eng/mainpage/


15/07/2016

E a produção de jogos para o Zx Spectrum continua a todo vapor...

Um fato interessante no mundo do Zx Spectrum, é que muitos programadores ainda produzem jogos de altíssima qualidade para este pequeno e nostálgico micro. Este é o caso do espanhol Salvador Cantero, que acaba de laçar o jogo "Car Wars" (2016).
Assim como Cantero, existem muitos programadores que estão disponibilizando gratuitamente suas produções para o Spectrum, num misto de nostalgia e simples prazer de programar em 8 bits.
Confira o aqui o lançamento:



Veja aqui o vídeo do jogo:



08/06/2016

Você gosta de labirintos?

Um colega do grupo Spectrum 4Ever, ao ler um interessante livro sobre programação de labirintos  em Basic no famoso micro C64 ( veja o livro AQUI ), indagou a possibilidade do mesmo efeito ser obtido no Zx Spectrum (e consequentemente, em nossos TKs).
Prontamente foi atendido pelo colega Adan Ainsworth, que criou este interessante código:



Cujo resultado do labirinto é este:


Outra opção mais simplificada foi este código:


Cujo resultado gera um labirinto bem mais aberto... Não sei se poderíamos chamar de labirinto, mas acho que o código pode ser aperfeiçoado.


Para concluir, fiquei imaginando estes labirintos sendo impressos de forma aleatória em nossas impressorinhas ZX Printer ou ZX Alphacon/Timex... Gerando pequenos impressos que, com certeza, irão divertir a "garotada" que gosta de entreter-se preenchendo os caminhos de um labirinto.
E aí? Vamos digitar (ou aprimorar) este código?  :)